quinta-feira, 10 de junho de 2010

Aleatoriedades

Vamos começar a divagação e sintetizar todos esses devaneios aleatorios e pertubadores. Fica cada vez mais impossivel viver apenas comigo e minha mente. Como aqui é tudo aleatorio, nao faço questao de seguir nenhuma ordem e nem escrever de fora coerente. É estranho como mudo minhas concepções. Em um dia quero viver uma vida hippie, com ares dos anos 60, 70, morar em um canto qualquer e viver apenas de arte, amor e sexo. No outro, quero um emprego estável e um salario alto pra saciar minha vida consumista. Em um dia penso que coisas materias sao totalmente dispensaveis e que devemos cultivar apenas o espiritual, e que o capitalismo é coisa do demonio. No outro, quero comprar 5 bolsas Louis Vuitton de uma vez só, todas os modelos e cores de Chanel, todas as versoes do Louboutin. Quero ser apensas um intelectual boemio desligado de todo o resto do mundo, depois já quero ser uma vitrine ambulante. Como conviver com o interior e o exterior? Como escolher, definir, descobrir o que é necessario e o que é dispensavel? Do que preciso afinal? O que é apenas fonte da minha imaginação? Pessoas burras se apaixonam ou ficam burras pq se apaixonaram? O que esta acontecendo comigo? Por que sinto tanto medo de perdê-lo, se antes ele não tinha a menor significancia na minha vida? Ah, acho que essa posso responder! Desde que começamos a nos aproximar por uma ou outra bobagem-conhecidencia-destino-ocaralhoaquatro, e ele começou a me dar mais atenção do que estou acostumada encarei isso como amor. É sempre assim. Basta um alguem mostrar alguma forma de afeto que seja eu ja acho que é amor. Procuro esse "elemento" desesperadamente, e quando encontro uma sombra que seja disso, tento agarra-lo e aperta0lo bem forte no peito. Como se ao demonstrar algum afeto por mim aquela pessoa estivesse assinando um compromisso petreo de me amar sempre, de sempre me dar atenção, de sempre estar aqui, ao meu lado. Entao, quando esse alguem aje de forma diferente, ja acho que esse "amor" acabou e perco totalmente a cabeça! Esta acontecendo agora. E eu sei, é falta do tal do "amor proprio". É uma porra de um clichê, mas não posso negar. Sei que se eu não odiasse cada parte do meu corpo e se eu não tivesse tantas incertezas sobre quem eu sou-do que eu gosto-o que quero ser eu nao precisaria mendigar tanto por essa porra de amor-atenção-afeto-carinho. E agora eu nao estaria aqui me perguntado o que diabos aconteceu depois que ele saiu da festa, e por que diabos não arrumo logo uma porra de uma namorado pra trepar gostoso comigo quando me der na telha, uma porra de um namorado pra me dizer coisas meiguinhas idiotinhas no ouvido, uma porra de um namorado pra me dar uma porra de um beijo-abraço-(alguma joia naquela caixinha azul da tiffany & co) na porra do dia dos namorados! Ah, se eu tivesse esse tal de "amor proprio" estaria me fudendo por ser a unica solteira de todas as minhas amigas, estaria me fudendo por ele ter saido com as colegas de trabalho, estaria me fudendo pra tudo! Eu seria uma droga de uma narcisista que se ama! (...)
Uma coisa boa que me veio hoje é sobre toda essa coisa de "crescer". Mesmo que sejam coisas ruins, descubro um pedacinho novo meu a cada dia. Me sinto mais forte ao passar do tempo. Me sinto capaz de enfrentar certas situações de uma forma que eu não enfrentaria há uns tempos atrás. E acho muito gostosa essa sensação de ir descobrindo quem você é aos poucos, a cada dia, mesmo que você descubra a cada dia uma nova pessoa. Mas acho que a vida é mesmo sobre isso, ser uma metamorfose. E é um bocado dificil ser assim, tao inconstante. Mas de onde vem todas as descobertas senao das inconstancias? Vou pensar nisso. Agora preciso dormir, eu acho.

"Você quebrou meu coração como se faz com vidro ao jogá-lo com força no chão. Você me despedaçou, meu querido."

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