domingo, 13 de junho de 2010

Algumas bobagens importantes

Acho que é um engano muito absurdo acreditar que nós podemos dar certo, ou que "o nós" chegou alguma vez a existir. Você não pode me dar nada do que quero, preciso, idealizo. Você não é a pessoa certa, mas eu acreditei que pudesse fazê-lo ser. Ao invez disso, te sufoquei, eu sei. Um pouco também é culpa do meu "coração". Tão estupido, procurando po alguma bobagem qualquer pra se ocupar. E essa bobagem foi você. Mas você não é pra mim, e eu não sou pra você, assim como o dia jamais sera noite. Somos opostos, opostos que não se atraem. E por mais que eu acredite que eu posso te "consertar" e fazer com que você deixe de ser seco-estranho-insensivel-estupido, isso não vai acontecer, primeiro por que deveria haver amor, da sua parte, a ponto de você amolecer esse coração de pedra por mim, segundo, que eu já sou "estragada" demais pra ter que consertar alguem, alem de mim.
(...)
Processo de libertação (dele): não procura-lo (nao ligar, nao ir até ele), não o convidar para um cinema, barsinho, lanche, etc; não demonstrar nenhum tipo de afeto tanto por tras de palavras quanto por gestos; não implica-lo (nada de perguntar pq hoje ele esta chato, ou por que esta sendo mal comigo, nao criticar as coisas idiotas que ele faz)...
(...)
Como me perdoar: esquecer o passado, nao a ponto de temê-lo, pois tudo que é temido é apenas "bloqueado" e uma hora ou outra volta, como assombração. Aceitar os erros, e encara-los como aprendizado. Ontem passou, morreu, virou pó. Hoje é agora, e daqui a pouco é uma chance unica. O carma passa a existir no momento em que você acredita nele, portanto, entenda que o que aconteceu aquela vez só ira se repetir se você agir como naquela vez. Nao se esqueça "Sua vida pode mudar a cada vez que você respira."

sábado, 12 de junho de 2010

Perdao

Não consigo me perdoar. E isso é grave. Faz com que eu me prenda aos meus erros. Faz com que eu me esquece que aquela pessoa que errou ontem é outra totalmente diferente da que escreve agora. A cada dia que acordo tenho a dadiva de uma nova chance pra fazer com que tudo seja diferente. Mas inconscientemente acredito veemente que meus planos nao darao certo baseada nas experiencias anteriores, baseada em fracassos que ficaram pra tras, soltos no passado. Eu sou digna de perdao, e pode parecer clichê, mas os erros sao as maiores aprendiszagens.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

O proximo domingo;

Você me liga em um domingo despretencioso, e logo torna a tarde cinzenta preenchida de algum tom especial. Mas depois, no outro e no outro dia, você já não é mais tão atencioso. Já não é mais tão meu, já não somos mais apenas eu e você. Tem os outros. E eu tenho que dividir você com eles. E isso começa a me enlouquecer. Pode chamar de pretensao, egoismo, carencia, e a porra que quiser, mas o que quero é que você largue o que estiver fazendo por mim. Claro que essas coisas nao incluem aquelas coisas serias, como estudos, trabalho, cuidar da mae doente, etc. Mas nao, te ter por apenas um dia não é suficiente pra mim. Nao supre a fome constante que sinto deo você. Sim, eu quero que você desista de fazer a porra dessas palavras cruzadas, e converse comigo, me olhando no olho, quero que você pare de prestar atenção nessa porra de palestra que nao passa de um amontoado de palavras idiotas e decoradas, quero que você pare de conversar com a porra das suas colegas de trabalho com as quais você já passa o dia inteiro, e preste atenção em mim, apenas em mim! Quando te sinto distante, hostil, seco, eu me sinto impotente. Me sinto incapaz. Sim incapaz, o ser mais incapaz do mundo, uma vez que sinto que nao fui capaz de conquistar o seu amor. Ou o que julgo como sendo amor. Ou o que aprendi ou me ensinaram que é amor. Essa grande porra de filmes romanticos. Tenho que tira-los logo da minha vida. A vida nao é daquela forma. Pelo menos a minha vida nao é daquela forma. Ninguem jamais correu ate o aeroporto pra me impedir de partir e muito menos me beijou na chuva. Nao, isso nao é real. E hoje eu percebi, que preciso libertá-lo. E nao falar demais, nao, nao preciso dizer tudo que se passa pela minha cabeça, isso nao é ser sincera, é ser prolixa! E você nao precisa ouvir tudo o que eu sinto. Me desculpa por dizer o tempo todo que você é um chato, mas é minha forma de dizer que eu te amo, e preciso que você me note. Mas eu sei, eu sei que você tem me achado uma chata insuportavel, e eu nao vou mais te pertubar. Eu sei que eu tenho te sufocado, e quero que você volte a respirar. Sei que nao tenho seguido a formula certa pra você gostar de mim, só tenho me virado do avesso, e acho que você nao gosta, ninguem gosta muito de ver de verdade o interior alheio. Entao vamos apenas finjir que tudo está bem, como todos fazem. Só me resta desistir de ter só pra mim o tempo inteiro, e esperar o proximo domingo, no qual, talvez você sera apenas meu novamente.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Aleatoriedades

Vamos começar a divagação e sintetizar todos esses devaneios aleatorios e pertubadores. Fica cada vez mais impossivel viver apenas comigo e minha mente. Como aqui é tudo aleatorio, nao faço questao de seguir nenhuma ordem e nem escrever de fora coerente. É estranho como mudo minhas concepções. Em um dia quero viver uma vida hippie, com ares dos anos 60, 70, morar em um canto qualquer e viver apenas de arte, amor e sexo. No outro, quero um emprego estável e um salario alto pra saciar minha vida consumista. Em um dia penso que coisas materias sao totalmente dispensaveis e que devemos cultivar apenas o espiritual, e que o capitalismo é coisa do demonio. No outro, quero comprar 5 bolsas Louis Vuitton de uma vez só, todas os modelos e cores de Chanel, todas as versoes do Louboutin. Quero ser apensas um intelectual boemio desligado de todo o resto do mundo, depois já quero ser uma vitrine ambulante. Como conviver com o interior e o exterior? Como escolher, definir, descobrir o que é necessario e o que é dispensavel? Do que preciso afinal? O que é apenas fonte da minha imaginação? Pessoas burras se apaixonam ou ficam burras pq se apaixonaram? O que esta acontecendo comigo? Por que sinto tanto medo de perdê-lo, se antes ele não tinha a menor significancia na minha vida? Ah, acho que essa posso responder! Desde que começamos a nos aproximar por uma ou outra bobagem-conhecidencia-destino-ocaralhoaquatro, e ele começou a me dar mais atenção do que estou acostumada encarei isso como amor. É sempre assim. Basta um alguem mostrar alguma forma de afeto que seja eu ja acho que é amor. Procuro esse "elemento" desesperadamente, e quando encontro uma sombra que seja disso, tento agarra-lo e aperta0lo bem forte no peito. Como se ao demonstrar algum afeto por mim aquela pessoa estivesse assinando um compromisso petreo de me amar sempre, de sempre me dar atenção, de sempre estar aqui, ao meu lado. Entao, quando esse alguem aje de forma diferente, ja acho que esse "amor" acabou e perco totalmente a cabeça! Esta acontecendo agora. E eu sei, é falta do tal do "amor proprio". É uma porra de um clichê, mas não posso negar. Sei que se eu não odiasse cada parte do meu corpo e se eu não tivesse tantas incertezas sobre quem eu sou-do que eu gosto-o que quero ser eu nao precisaria mendigar tanto por essa porra de amor-atenção-afeto-carinho. E agora eu nao estaria aqui me perguntado o que diabos aconteceu depois que ele saiu da festa, e por que diabos não arrumo logo uma porra de uma namorado pra trepar gostoso comigo quando me der na telha, uma porra de um namorado pra me dizer coisas meiguinhas idiotinhas no ouvido, uma porra de um namorado pra me dar uma porra de um beijo-abraço-(alguma joia naquela caixinha azul da tiffany & co) na porra do dia dos namorados! Ah, se eu tivesse esse tal de "amor proprio" estaria me fudendo por ser a unica solteira de todas as minhas amigas, estaria me fudendo por ele ter saido com as colegas de trabalho, estaria me fudendo pra tudo! Eu seria uma droga de uma narcisista que se ama! (...)
Uma coisa boa que me veio hoje é sobre toda essa coisa de "crescer". Mesmo que sejam coisas ruins, descubro um pedacinho novo meu a cada dia. Me sinto mais forte ao passar do tempo. Me sinto capaz de enfrentar certas situações de uma forma que eu não enfrentaria há uns tempos atrás. E acho muito gostosa essa sensação de ir descobrindo quem você é aos poucos, a cada dia, mesmo que você descubra a cada dia uma nova pessoa. Mas acho que a vida é mesmo sobre isso, ser uma metamorfose. E é um bocado dificil ser assim, tao inconstante. Mas de onde vem todas as descobertas senao das inconstancias? Vou pensar nisso. Agora preciso dormir, eu acho.

"Você quebrou meu coração como se faz com vidro ao jogá-lo com força no chão. Você me despedaçou, meu querido."