sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Marasmo. Acho que é assim que posso chamar a este cenario no qual me encontro. E é sempre assim: as coisas ficam calmas, tão calmas. Mas nao calmas do tipo tranquilas, que trazem... paz. Sao calmas do tipo estranhas, chatas, monótonas. Como um mar sem ondas. Mas então começa a ventar, e nao costuma demorar muito. Mas o vento nem sempre sopra pro mesmo lado. E as ondas, começam a ser severas. Ora sopram pro meu lado, ora sopram pro lado dos que estao ao meu lado. Quando sopra pro meu lado, eu chego la no fundo do mar, bebo aquela agua salada e densa, mas acabo voltando sempre a superficie. Quando sopra pro outro lado, pro lado dos que estao ao meu lado, eu vou la no fundo, e tento traze-los novamente. Se nao consigo, fico la tambem. Nao, nao faço isso apenas por eles. É por mim tambem. Afinal, nao sou um super-heroi com superpodres 24 horas pronto pra salvar a humanidade. Sou uma humana, idiota e vulneravel, que se preocupa com seu ego e bem-estar demasiadamente. Saber que salvei alguem do afogamento faz bem a mim, sinto- me poderosa, sim, quase como um super-heroi, exceto por saber que nao faço isto por altruismo absoluto...