"Aproveite a sua juventude enquanto a possui. Não esbanje o ouro dos seus dias, dando ouvidos a enfadonhos, tentando melhorar o fracasso sem esperança ou desperdiçando sua vida com o ignorante, com o fútil, com o vulgar. São estes os objetivos mórbidos, os falsos ideais da nossa época. Viva! Viva a sua vida maravilhosa! Não perca coisa alguma dela. Procure sempre novas sensações. Que nada o amedronte... Um novo hedonismo - é disto que precisa o novo século. (...)
Pois a sua juventude terá tão pouco tempo de vida... tão pouco! As flores vulgares dos campos murcham, mas florescem. O laburno estará tão amarelo no próximo mês de junho como agora. Dentro de um mês, a clematite estará carregada de estrelas purpurinas, e, de ano em ano, a verde noite de suas folhas ostentará suas estrelas purpúreas. Nós, porém, jamais revivemos a nossa juventude. O arrebatamento da alegria que palpita em nós aos vinte anos vai-se enfraquecendo. Os nossos membros se cansam, os nossos sentidos se embotam. Todos nós nos convertemos em horrorosos fantoches, alucinados pela lembrança das paixões das quais tivemos demasiado temor, e das estranhas tentações a que não tivemos coragem de ceder."
Somos castigados por nossas renúncias. Cada impulso que tentamos aniquilar germina em nossa mente e nos envenena. Pecando, o corpo se liberta do seu pecado, porque a ação é um meio de purificação. Nada resta então a não ser a lembrança de um prazer ou a volúpia de um remorso. O único meio de livrar-se de uma tentação é ceder a ela. Se lhe resistirmos, as nossas almas ficarão doentes, desejando coisas que se proibiram a si mesmas, e, além disso, sentirão desejo por aquilo que umas leis monstruosas fizeram monstruoso e ilegal.
Me identifiquei por demais com este livro, uma vez que ele reafirma o que ha muito tempo venho dizendo: A juventude é a epoca mais preciosa de nossas vidas!